NA T6 - Um clássico!


                    Este é mais um clássico da aviação mundial. Como aeromodelo réplica em escalas diversas, torna-se um avião relativamente complicado de montar devido aos seus detalhes e formas arredondadas. Como voador, também requer alguma experiência do piloto.

                    Diversos são os kits disponibilizados no mercado. Kits para montar, ARC - já montados, mas que necessitam do revestimento e acabamento final. Finalmente os ARF, já com o acabamento, faltando apenas a montagem de algumas peças.

                    Particularmente, prefiro os kits normais, apesar da dificuldade e trabalho de montagem. Acontece que depois de um bom tempo você se realiza ao ver sua obra pronta. Também impressiona os colegas no campo, além do que qualquer conserto é muitíssimo mais fácil de fazer do que nos ARF's que muitas vezes usam materiais alternativos não muito fáceis de encontrar no mercado.

                    Nós montamos três kits completos, tendo os acabamentos sido feitos com todos os acessórios recomendados pelo fabricante, no caso Midwest.

                    O trem retrátil recomendado para o avião é o Robart 620 a ar. Pode-se dizer que é um excelente equipamento, e quando bem montado com os respectivos "air restrictors" funciona rigorosamente na escala, além de não apresentar vazamentos, o que dá enorme segurança. Com aprox. 80 lbs de ar nos tanques o sistema aciona por mais ou menos 18 vezes sem falhar. Em nenhuma momento tivemos qualquer tipo de mau funcionamento ou pane durante o vôo.

                    Mas aqui vai mais uma dica:

                    Quem for usar o avião em pistas muito irregulares deve optar por trem tipo "perna dura", claro, fica menos escala o avião, mas não dá dor de cabeça com "entortamentos e mau funcionamento". O retrátil neste tipo de terreno sofre mais, principalmente se o piloto não fizer aterrissagens suaves.

                    Para quem quer uma réplica de "fumaceiro", recomendo instalar uma bomba de fumaça TME, encontrada facilmente nas lojas de aeromodelismo. Completa o avião!

                    O motor que optamos por usar foi o OS MAX 160 4T TWIN, hélice 16 X 8. Confesso que os aviões ficaram no limite mínimo de um vôo seguro, fazendo suas manobras bem na escala. Na minha opinião o avião poderia ser motorizado com um pouco mais de potência. Originalmente esse kit vem recomendado para motores .90/.120 2T como mínimo. Hoje já se recomendam até o G 23 gasolina Zenoah ou equivalente. Particularmente prefiro os mais potentes, haja visto que remontei um dos modelos com ST 2300 e sua performance aumentou sensivelmente. No segundo avião vai agora o G 23 para uma comparação.

                    Um detalhe muito importante, e aqui não se pode errar, é o perfeito equilíbrio do avião no CG. Se errar...babaus...!

                    Decola e fatalmente vai se acidentar!

                    Esse foi um detalhe que sinceramente não gostei, pois para obter o perfeito CG foi necessário incorporar muito lastro no nariz ( internamente na carenagem do motor ) o que aumentou em muito o peso final do modelo. Tentei aliviar um dos modelos e acabei me dando mal, pois o avião na decolagem estolou e acabou lenhado no primeiro vôo. Com motores maiores o lastro necessário logicamente será menor.

                    Outro detalhe que recomendo modificar, se possível, é construir uma fôrma das peças de ABS que acompanham o kit. Por duas razões:

                    1 - Fica sempre mais fácil repor as peças em caso de danos. Aliás peças de ABS não tem lá grande resistência e durabilidade, e assim poderão facilmente serem feitas reposições em fibra.

                    2 - Recomendaria pelas razões anteriores já fazer também a substituição dessas partes pelas mesmas construídas em fibra. Dá um pouco mais de trabalho, mas certamente compensa, haja visto que sofrem menos danos. Assim não haverá necessidade de substituição à curto prazo.

                    O acabamento escolhido por nós foi pintura de fuselagem associada ao termoadesivo, no caso foi o Monokote, nas asas e partes móveis como ailerons e profundor. No modelo prateado foi usado entelagem convencional com tecido.

                    A pintura com tinta base de nitrocelulose e acabamento com verniz.

                    Quanto ao vôo propriamente dito, pode-se dizer que é um avião bastante técnico de se voar. Na verdade também não é recomendado para um aeromodelista com pouca experiência. Não necessita de um equipamento de rádio muito sofisticado, mas deve ter no mínimo 7 canais para se obter a dinâmica de todos os recursos propostos pelo avião.

                    A primeira decolagem, confesso, fizemos com o "coração à mil", não era para menos, pois havíamos investido um bom tempo nas construções. Mas tudo correu bem após a decolagem. Claro também que no primeiro vôo, apenas realizamos um reconhecimento do modelo em vôo. No segundo as coisas, já um pouco "menos nervosas", ensaiamos alguns loops, tounneaux, vôo invertido, e um "muito discreto parafuso"... Nos saímos bem....mas arriscar mesmo, ficou para os próximos vôos!

                    Conclusão que chegamos, é de que se trata realmente de um belo avião, de performance muito semelhante ao escala cheia. Não é para ser "sovado" todos os domingos (claro, vai do gosto de cada um!), mas sim para ser voado em dias festivos e para principalmente reviver os momentos gloriosos que este avião teve há anos pilotado por exímios pilotos. Para quem viu as apresentações da Esquadrilha da Fumaça no passado, voando os NA T6 nos céus do Brasil, "é um prato cheio" de lembranças! Fica aqui também registrada nossa homenagem ao Cel. Braga, que tanto nos "enfeitiçou" durante as apresentações que fez juntamente com tantos outros colegas pilotos "fumaceiros"!
Dados Técnicos

 

 

North American NA T6
Envergadura: 2.108 mm Comprimento: 1.410 mm
Peso: 6.800 g aproximadamente.
Motore Usado: OS MAX 160 4T Twin
Rádio: Futaba 7 UAF

Autor

Hans Horner
BRA-6144


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