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Este é
mais um clássico da aviação mundial. Como
aeromodelo réplica em escalas diversas, torna-se um avião
relativamente complicado de montar devido aos seus detalhes e
formas arredondadas. Como voador, também requer alguma
experiência do piloto.
Diversos são
os kits disponibilizados no mercado. Kits para montar, ARC - já
montados, mas que necessitam do revestimento e acabamento final.
Finalmente os ARF, já com o acabamento, faltando apenas
a montagem de algumas peças.
Particularmente,
prefiro os kits normais, apesar da dificuldade e trabalho de montagem.
Acontece que depois de um bom tempo você se realiza ao ver
sua obra pronta. Também impressiona os colegas no campo,
além do que qualquer conserto é muitíssimo
mais fácil de fazer do que nos ARF's que muitas vezes usam
materiais alternativos não muito fáceis de encontrar
no mercado.
Nós montamos
três kits completos, tendo os acabamentos sido feitos com
todos os acessórios recomendados pelo fabricante, no caso
Midwest.
O trem retrátil
recomendado para o avião é o Robart 620 a ar. Pode-se
dizer que é um excelente equipamento, e quando bem montado
com os respectivos "air restrictors" funciona rigorosamente
na escala, além de não apresentar vazamentos, o
que dá enorme segurança. Com aprox. 80 lbs de ar
nos tanques o sistema aciona por mais ou menos 18 vezes sem falhar.
Em nenhuma momento tivemos qualquer tipo de mau funcionamento
ou pane durante o vôo.
Mas aqui vai
mais uma dica:
Quem for usar
o avião em pistas muito irregulares deve optar por trem
tipo "perna dura", claro, fica menos escala o avião,
mas não dá dor de cabeça com "entortamentos
e mau funcionamento". O retrátil neste tipo de terreno
sofre mais, principalmente se o piloto não fizer aterrissagens
suaves.
Para quem quer
uma réplica de "fumaceiro", recomendo instalar
uma bomba de fumaça TME, encontrada facilmente nas lojas
de aeromodelismo. Completa o avião!
O motor que optamos
por usar foi o OS MAX 160 4T TWIN, hélice 16 X 8. Confesso
que os aviões ficaram no limite mínimo de um vôo
seguro, fazendo suas manobras bem na escala. Na minha opinião
o avião poderia ser motorizado com um pouco mais de potência.
Originalmente esse kit vem recomendado para motores .90/.120 2T
como mínimo. Hoje já se recomendam até o
G 23 gasolina Zenoah ou equivalente. Particularmente prefiro os
mais potentes, haja visto que remontei um dos modelos com ST 2300
e sua performance aumentou sensivelmente. No segundo avião
vai agora o G 23 para uma comparação.
Um detalhe muito
importante, e aqui não se pode errar, é o perfeito
equilíbrio do avião no CG. Se errar...babaus...!
Decola e fatalmente
vai se acidentar!
Esse foi um detalhe
que sinceramente não gostei, pois para obter o perfeito
CG foi necessário incorporar muito lastro no nariz ( internamente
na carenagem do motor ) o que aumentou em muito o peso final do
modelo. Tentei aliviar um dos modelos e acabei me dando mal, pois
o avião na decolagem estolou e acabou lenhado no primeiro
vôo. Com motores maiores o lastro necessário logicamente
será menor.
Outro detalhe
que recomendo modificar, se possível, é construir
uma fôrma das peças de ABS que acompanham o kit.
Por duas razões:
1 - Fica sempre
mais fácil repor as peças em caso de danos. Aliás
peças de ABS não tem lá grande resistência
e durabilidade, e assim poderão facilmente serem feitas
reposições em fibra.
2 - Recomendaria
pelas razões anteriores já fazer também a
substituição dessas partes pelas mesmas construídas
em fibra. Dá um pouco mais de trabalho, mas certamente
compensa, haja visto que sofrem menos danos. Assim não
haverá necessidade de substituição à
curto prazo.
O acabamento
escolhido por nós foi pintura de fuselagem associada ao
termoadesivo, no caso foi o Monokote, nas asas e partes móveis
como ailerons e profundor. No modelo prateado foi usado entelagem
convencional com tecido.
A pintura com
tinta base de nitrocelulose e acabamento com verniz.
Quanto ao vôo
propriamente dito, pode-se dizer que é um avião
bastante técnico de se voar. Na verdade também não
é recomendado para um aeromodelista com pouca experiência.
Não necessita de um equipamento de rádio muito sofisticado,
mas deve ter no mínimo 7 canais para se obter a dinâmica
de todos os recursos propostos pelo avião.
A primeira decolagem,
confesso, fizemos com o "coração à mil",
não era para menos, pois havíamos investido um bom
tempo nas construções. Mas tudo correu bem após
a decolagem. Claro também que no primeiro vôo, apenas
realizamos um reconhecimento do modelo em vôo. No segundo
as coisas, já um pouco "menos nervosas", ensaiamos
alguns loops, tounneaux, vôo invertido, e um "muito
discreto parafuso"... Nos saímos bem....mas arriscar
mesmo, ficou para os próximos vôos!
Conclusão
que chegamos, é de que se trata realmente de um belo avião,
de performance muito semelhante ao escala cheia. Não é
para ser "sovado" todos os domingos (claro, vai do gosto
de cada um!), mas sim para ser voado em dias festivos e para principalmente
reviver os momentos gloriosos que este avião teve há
anos pilotado por exímios pilotos. Para quem viu as apresentações
da Esquadrilha da Fumaça no passado, voando os NA T6 nos
céus do Brasil, "é um prato cheio" de
lembranças! Fica aqui também registrada nossa homenagem
ao Cel. Braga, que tanto nos "enfeitiçou" durante
as apresentações que fez juntamente com tantos outros
colegas pilotos "fumaceiros"!
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North American
NA T6
Envergadura: 2.108 mm Comprimento: 1.410 mm
Peso: 6.800 g aproximadamente.
Motore Usado: OS MAX 160 4T Twin
Rádio: Futaba 7 UAF
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Hans Horner
BRA-6144
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